domingo, 3 de outubro de 2010

6º dia

Padrón-Santiago de Compostela (21 Km)




Em Angueira de Suso, pisamos pela última vez a nossa tão
conhecida N550.







Indicações do caminho.























Milladoiro, avista-se pela primeira vez a catedral de Santiago, iniciam-se os 5 Km mais árduos do caminho.












Uma longa espera para receber a Compostela...













Praça do Obradoiro.









Objectivo cumprido.
Catedral de Santiago.
















5º dia

Briallos-Padrón (24 Km)

Os primeiros 5 Km até Caldas de Reis ( localidade termal) foram feitos ainda de noite.


Fonte das Burgas (água quente).


















Mensagens aos peregrinos.










Pegadas dos peregrinos.























Santa Maria de Carracedo.

















Ao longo do rio Valga.





Chegada a Padrón.
























4º dia

Pontevedra-Briallos (18,7 Km)


A partir desta etapa juntou-se ao nosso pequeno grupo mais uma pessoa. Este é o espírito do peregrino, acolher e ajudar outros a realizar o caminho.
Deixamos para trás Pontevedra e seguimos até ao vale de Gándara, aqui percorremos trilhos cobertos de água, ladeados de uma vegetação deslumbrante.




Em San Mauro a pausa merecida para tomar café e retemperar as forças. A partir daqui deixamos o caminho de terra e seguimos em asfalto. Durante este percurso encontramos vários cruzeiro, em cantaria lavrada, que dão à paisagem um ambiente místico.














Entramos a saímos algumas vezes na N550, até encontrarmos uma zona de vinhas que nos levou a Briallos, onde pernoitamos.



















3º dia

Redondela - pontevedra (18,2 Km)



Atravessamos a cidade de Redondela, seguimos pela N550, por caminhos de terra no meio de hortas e casario disperso, até entrar novamente na N550, que nos levou ao Outeiro de Penas.







Aí, junto á fonte, aproveitamos para descansar um pouco e repor energia para subir até ao alto da Lomba. Este local tem uma excelente vista sobre a ria de Vigo. Aqui vale a pena aproveitar a paisagem e contemplar a sua beleza.



Fortalecidas descemos até Arcade,
local onde existem as melhores ostras da Galiza.









Em Pontesampaio atravessamos a ponte medieval, que foi palco das mais sangrentas batalhas contra as tropas de Napoleão que se dirigiam para Portugal. Nesta localidade pudemos provar a famosa cidra de Caña.









Seguimos por um labirinto de ruelas no aglomerado de Sampaio até descermos para o rio Ulló que nos levou a uma subida em calçada Romano-medieval de uma beleza impressionante, chamada a subida do Cacheiro.








Este percurso ladeado de árvores onde o sol tenta penetrar por entre a densa vegetação torna o ambiente belo e misterioso.




















Continuamos por campos de pomares e vinhas até Pontevedra.

















terça-feira, 7 de setembro de 2010

O que é um albergue?

Um albergue é um edifício, construído de raiz ou remodelado, propriedade da autarquia onde está inserido. Podem localizar-se no centro das populações ou na periferia destas.

Os albergues estão equipados com cozinha (alguns estão bem equipados com louça e outros não), sala de estar, refeitório, lavandaria (temos que lavar a roupa à mão, só o de Pontevedra tem máquina de lavar roupa), estendal, instalações sanitárias e dormitórios que por vezes levam 40 pessoas cada um (são mistos).


No inicio os dormitórios podem fazer um pouco de confusão, porque são mistos, muito grandes e temos que "aturar" várias pessoas desconhecidas com feitios muito diferentes. No entanto, depois de um dia ou dois, tudo se torna mais fácil (o pior é o ressonar, uma verdadeira sinfonia, mas até a isso nos habituamos). O facto dos dormitórios serem mistos, não quer dizer que as pessoas não se respeitem, bem pelo contrário. Os beliches tem 2 camas e podem estar juntos ou afastados.
Os albergues abrem as portas ás 13h00 (hora espanhola) e encerram ás 22h00. Se chegarmos antes da hora de abertura, temos de colocar as mochilas em fila, visto que são elas que marcam o lugar.
Para podermos ficar nos albergues temos de apresentar o B.I. a credencial e pagar 5 euros.
Os albergues funcionam graças ás pessoas que são voluntárias, que zelam pelo nosso bem estar, por isto é muito importante deixar as coisas tal como as encontramos, limpas!!



Albergues onde ficamos


O albergue de Porriño, é um edifício recente, construído de raiz e situa-se dentro da cidade.

Tem 2 camaratas, que albergam 48 pessoas no total. As instalações são muito boas e a cozinha está bem equipada. Tem um relvado onde podemos descansar, ler ou namorar...


Nota: em todos os albergues fornecem uma protecção para o colchão e almofada, o qual temos de retirar antes de sair do albergue.


O albergue de Redondela, é um edifício muito bonito em granito e que foi recuperado. Fica no centro da cidade.



Também está bem equipado, mas foi o que nos pareceu mais claustrofóbico.


O albergue de Pontevedra é o maior onde ficamos, situa-se no início da cidade. Este albergue está bem equipado (único com máquina de lavar roupa), no entanto a cozinha não tem quase nada.
As camaratas tem 56 camas.



Ao fim da tarde, alguns voluntários (enfermeiras e massagistas) cuidaram dos peregrinos, aliviando as dores e transmitindo coragem para o resto do caminho. Alguns destes voluntários também já realizaram o caminho.

Nota: neste albergue não reconhecem a credencial Portuguesa, segundo informações é uma questão de politica com o alcaide, por isso não colocam o carimbo, temos que ir, por exemplo, á igreja da virgem peregrina.
O albergue de Briallos-Portas, fica numa pequena aldeia, existe uma loja onde podemos fazer algumas compras. Está bem equipado (cozinha tem pouca coisa), mas o conforto e a vista superam tudo, escusado será dizer que foi o meu preferido.


O albergue de Padrón, fica no centro da cidade, uma casa de pedra. Tem uma cozinha bem equipada e os beliches são em madeira e um pouco mais largos. No geral, pode ser considerado um bom albergue.


















2º dia

Porriño - Redondela (15 km) 03/08/2010




Ainda noite serrada (5h30), saímos do albergue após fazer uma pequena sessão de alongamentos. Seguimos o caminho, um entra e sai da N550, estrada que iremos encontrar muitas vezes. Entramos em Mós, onde aproveitamos para fazer uma pequena pausa, tomar um café e criar ânimo para a íngreme subida que nos espera - rua dos Cabaleiros.
O caminho leva-nos agora a uma pedra cravada no chão, o marco miliário romano da via militar XIX Braga-Astória.



Em Chan das Pipas a paisagem estende-se à frente dos nossos olhos, no horizonte surge a ria de Vigo.



Continuamos o caminho...


Em Redondela, aguarda-nos uma casa de granito (torre do relógio) bem conservada e confortável - o albergue, que se situa no centro da cidade, ao lado do rio Maceira.







segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Início

Valença - Porriño (19 km) 02/08/2010

Em Valença procuramos a 1ª seta amarela que nos iria guiar pelo caminho. Seguimos as setas e pouco depois chegamos à ponte centenária que atravessa o rio Minho. Para trás ficou Portugal e á nossa frente surgia Espanha, na forma da cidade de Tui.

Tui é um local muito agradável, desde a arquitectura, á história e até ás pessoas. Aqui visitamos a catedral - local misterioso e aprazível e podemos carimbar a credencial. Passamos pelo túnel das Clarissas e chegamos á igreja de S. Domingo.


No jardim desta igreja fomos presenteadas com uma paisagem maravilhosa. O rio Minho estendia-se pelo horizonte e das suas margens surgia de um lado Valença e do outro Tui.

Seguimos até á ponte de Veiga, não a chegamos a atravessar, viramos logo á esquerda e continuamos até a uma pequena capela dedicada á virgem do caminho.
Entramos no vale do Louro, percurso ladeado de arvoredo, até chegarmos á ponte das febres. Neste local há 750 anos, morreu com a peste, o Bispo de Tui (San Telmo) no regresso de uma peregrinação a Santiago. Este local convida ao descanso e á contemplação.


À saída de Orbenlle, iniciamos o troço mais difícil deste percurso, o polígono industrial de Porriño, 5 Km de asfalto e sem sombras. Aqui é necessário muita atenção ao tráfego, principalmente de pesados.

Este troço deu-nos o sinal que tudo iria correr bem, pelo menos assim, interpretamos a mensagem. Na areia do chão, o brilho de um objecto despertou a atenção da nossa companheira da frente. Baixou-se e apanhou-o, a cruz de Santiago. Ela iria acompanhar-nos até ao final.

Mais um pouco e chegamos a Porriño, mas até ao albergue ainda tivemos de percorrer um bom caminho. O albergue de Porriño é um edifício relativamente recente, localizado na margem do rio Louro, onde no fim desta etapa podemos pernoitar com muita satisfação.